Antes que você inicie a leitura do texto, quero te contar que esse é mais um pedacinho das minhas notas existenciais com amor. Foi escrito em 24/03/2021, dia da minha formatura,  nas notas do meu celular, quando tomada por uma grande emoção de encerrar um ciclo, expressei o que meu coração queria dizer. 

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Hoje é o dia da minha formatura, sete anos após eu decidir dar esse passo. Não será como eu planejei por conta das restrições que a pandemia impôs, não que eu tenha planejado uma grande festa, até porque quando se trata das minhas comemorações, eu prefiro comemorar mais vezes, com grupos menores de amigos e família, pra poder dar a atenção que essas pessoas queridas merecem. Porém, eu planejava subir no palco, buscar meu diploma, dizer: “assim o prometo”, jurando me comprometer a colocar minha profissão a serviço da sociedade brasileira, pautando meu trabalho nos princípios da qualidade técnica e do rigor ético. Não jurarei lá no palco, nem na frente do computador, mas eu juro mesmo assim.

Comecei a estudar psicologia porque queria ajudar as pessoas e eu finalizei o curso com o mesmo propósito. Mais embasado, mais consciente, mais crítico. Eu quero ajudar as pessoas porque eu sei que a gente precisa desse cuidado e eu acredito que pessoas cuidadas, cuidam, curam a si mesmas e umas as outras, assim como curam e cuidam do mundo. E eu ainda acredito no mundo. Não, não é fácil manter a esperança no mundo e em quem mora nele. 

Mas sabe porquê eu ainda acredito? Porque eu não me conformo com a ideia de que a vida é pra passar raiva e pagar boletos, eu acredito que a vida existe pra gente ~ a p r e n d e r ~ .

 Eu busco a cada dia renovar as minhas esperanças com doses diárias. Quando eu me vejo superando um desafio, por menor que seja, eu pulo, eu danço eu faço música, faço mesmo e aprendo sobre persistência. Quando o sol se põe e eu o vejo através da janela, que parece uma pintura, eu aprendo sobre beleza. Quando eu tenho uma ideia nova, reformar uma roupa, fazer uma prateleira (...) e vejo meus pais empolgados buscando como me ajudar, eu aprendo sobre incentivo. Quando meu gato se enrosca em mim, e para de miar quando eu dou colo pra ele, eu aprendo sobre afeto. Quando o meu amor me olha e diz: conta pra mim o que tá te deixando triste, eu aprendo sobre intimidade. Quando eu ouço um áudio de uma amiga me contando do que andou pensando sobre a vida, eu aprendo sobre conexão. Quando meus irmãos me contam sobre seus projetos, o que andam fazendo, eu aprendo sobre admiração. 

E se gente pensar sob essa ótica a vida fica muito mais interessante. Não é sobre erros e acertos, é sobre o que tu aprendeu com as tuas experiências, sobre o que teu coração te sinalizou. É sobre desenvolver um novo eu, a cada dia. E a psicologia me ensinou a pensar sobre tudo isso. 

2020 ensinou que “ficar em casa” não é uma tarefa fácil, por eni motivos. Eu aprendi que fica mais difícil ainda quando a nossa casa interna está bagunçada. Mas aprendi também que quando a gente se conhece, descobre onde “aperta o nosso sapato”, descobre o que faz nosso olho brilhar, a gente se organiza, e assim, a vida não fica mais fácil, mas a gente aprende a lidar melhor com as dificuldades e a desfrutar das alegrias, por inteiro. 

Eu acredito que a gente pode aprender a se amar de novo, a amar o mundo e a lutar pra fazer dele um lugar melhor. E eu acredito que é de dentro, pra fora. Primeiro eu organizo o meu mundo interno, a minha morada. A partir daí o reflexo das minhas ações ecoam no mundo, a roda gira. E o meu juramento se estende. Eu juro não parar de aprender e nem de acreditar. 

Com carinho, 

Larissa Bernardino | Psicóloga CRP 07/35037



 

O dia que me formei psicóloga

Antes que você inicie a leitura do texto, quero te contar que esse é mais um pedacinho das minhas notas existenciais com amor. Foi escrito em 24/03/2021, dia da minha formatura,  nas notas do meu celular, quando tomada por uma grande emoção de encerrar um ciclo, expressei o que meu coração queria dizer. 

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Hoje é o dia da minha formatura, sete anos após eu decidir dar esse passo. Não será como eu planejei por conta das restrições que a pandemia impôs, não que eu tenha planejado uma grande festa, até porque quando se trata das minhas comemorações, eu prefiro comemorar mais vezes, com grupos menores de amigos e família, pra poder dar a atenção que essas pessoas queridas merecem. Porém, eu planejava subir no palco, buscar meu diploma, dizer: “assim o prometo”, jurando me comprometer a colocar minha profissão a serviço da sociedade brasileira, pautando meu trabalho nos princípios da qualidade técnica e do rigor ético. Não jurarei lá no palco, nem na frente do computador, mas eu juro mesmo assim.

Comecei a estudar psicologia porque queria ajudar as pessoas e eu finalizei o curso com o mesmo propósito. Mais embasado, mais consciente, mais crítico. Eu quero ajudar as pessoas porque eu sei que a gente precisa desse cuidado e eu acredito que pessoas cuidadas, cuidam, curam a si mesmas e umas as outras, assim como curam e cuidam do mundo. E eu ainda acredito no mundo. Não, não é fácil manter a esperança no mundo e em quem mora nele. 

Mas sabe porquê eu ainda acredito? Porque eu não me conformo com a ideia de que a vida é pra passar raiva e pagar boletos, eu acredito que a vida existe pra gente ~ a p r e n d e r ~ .

 Eu busco a cada dia renovar as minhas esperanças com doses diárias. Quando eu me vejo superando um desafio, por menor que seja, eu pulo, eu danço eu faço música, faço mesmo e aprendo sobre persistência. Quando o sol se põe e eu o vejo através da janela, que parece uma pintura, eu aprendo sobre beleza. Quando eu tenho uma ideia nova, reformar uma roupa, fazer uma prateleira (...) e vejo meus pais empolgados buscando como me ajudar, eu aprendo sobre incentivo. Quando meu gato se enrosca em mim, e para de miar quando eu dou colo pra ele, eu aprendo sobre afeto. Quando o meu amor me olha e diz: conta pra mim o que tá te deixando triste, eu aprendo sobre intimidade. Quando eu ouço um áudio de uma amiga me contando do que andou pensando sobre a vida, eu aprendo sobre conexão. Quando meus irmãos me contam sobre seus projetos, o que andam fazendo, eu aprendo sobre admiração. 

E se gente pensar sob essa ótica a vida fica muito mais interessante. Não é sobre erros e acertos, é sobre o que tu aprendeu com as tuas experiências, sobre o que teu coração te sinalizou. É sobre desenvolver um novo eu, a cada dia. E a psicologia me ensinou a pensar sobre tudo isso. 

2020 ensinou que “ficar em casa” não é uma tarefa fácil, por eni motivos. Eu aprendi que fica mais difícil ainda quando a nossa casa interna está bagunçada. Mas aprendi também que quando a gente se conhece, descobre onde “aperta o nosso sapato”, descobre o que faz nosso olho brilhar, a gente se organiza, e assim, a vida não fica mais fácil, mas a gente aprende a lidar melhor com as dificuldades e a desfrutar das alegrias, por inteiro. 

Eu acredito que a gente pode aprender a se amar de novo, a amar o mundo e a lutar pra fazer dele um lugar melhor. E eu acredito que é de dentro, pra fora. Primeiro eu organizo o meu mundo interno, a minha morada. A partir daí o reflexo das minhas ações ecoam no mundo, a roda gira. E o meu juramento se estende. Eu juro não parar de aprender e nem de acreditar. 

Com carinho, 

Larissa Bernardino | Psicóloga CRP 07/35037



 

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