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29 de janeiro de 2024
Para iniciar essa conversa, preciso primeiramente alinhar contigo um ponto: independente se você está solteiro (a), namorando, noivo (a), casado (a), divorciado (a), esse texto é pra você!
Recentemente finalizei a leitura do livro “A gente mira no amor e acerta na solidão”, da psicanalista Ana Suy, e quero te convidar a refletir sobre esse trecho do livro que dialoga com a ideia do “eu, comigo”:
“É preciso que nos sintamos a sós com a gente mesmo para nos dirigirmos ao outro e amá-lo, inevitavelmente, mesmo em uma experiência bem-sucedida de um amor que, por sorte, encontre reciprocidade, não há amor que nos livre da solidão. Sempre amamos sozinhos, pois cada um ama a seu próprio modo, cada um ama com sua história, com seu sintoma, com suas perebas psíquicas, com seus perrengues transgeracionais. No amor, a gente sempre comparece com a gente mesmo.”
Leia de novo: “(...) não há amor que nos livre da solidão”. Por mais que você tenha companhia para suas atividades rotineiras, em diversos momentos você se encontrará só. Escuto com frequência no consultório e além dele “eu queria ter ido ao cinema, mas não tinha alguém pra ir comigo então não fui”, “eu queria conhecer aquele lugar, mas sozinho (a) não tem graça” e por aí vai. Percebo o desespero que surge quando estamos a sós em nossa própria companhia. Muitas atividades prazerosas não são realizadas porque não suportamos estar somente conosco.
Afirmar isso não significa que não podemos apreciar a companhia de outras pessoas. Eu mesma me realizo ao estar com as pessoas importantes pra mim! O grande ponto é que, alguns interesses, gostos, nem sempre serão compartilhados com quem nos relacionamos e nem por isso faz sentido deixar de realizar estas atividades. Podemos realizá-las acompanhadas de nós mesmos, “eu, comigo”.
Se leve para tomar cafés, almoçar, jantar, conhecer lugares, assistir filmes, se exercitar, enfim, fazer o que você gosta! A vida é feita de momentos e ela passa em uma velocidade assustadora que é necessário questionar-se se vale deixar de aproveitá-la porque alguém não topou a ideia de te acompanhar. Vá com você mesmo!
Eu, comigo. Eu na minha própria companhia. Eu, por mim. Como vou oferecer a minha companhia para o outro, se nem eu a aprecio?
Com carinho,
Larissa Bernardino | Psicóloga CRP 07/35037
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